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sábado, 24 de julho de 2010

Rainbow's Girl - Part ll

...Pai, mãe, essa é Marcela; minha namorada.

- Que!?! Não entendi. Marcela é sua cunhada?
- Não pai, minha namorada. Ela respondeu com a naturalidade de quem informa as horas.
Minha esposa sempre do time dos panos quentes tomou as rédeas da situação, pois eu estava tão surpreso que não sabia se cumprimentava a minha nora ou me jogava em cima da mesa gritando "minha comida você não leva".
- Muito prazer Marcela, sente-se e coma conosco. Disse minha esposa, ou devo dizer, cúmplice...
- Não obrigada tia. (Tia???)
- Eu insisto; coma conosco.
- Belê, nesse caso vou aceitar um conosquinho.

Deus do céu, o que era aquilo? Minha filha só poderia estar tentando me matar. "nesse caso vou aceitar um conosquinho"

- E ai tio, a Lála me falou que o senhor trabalha com plástica. To mesmo pensando em por 100 ml aqui....
- Plastico. É plastico e não plástica. Pode, por favor, cobrir seus seios?
- Nossa pai, para de ser grosso com a Ma.
- Minha filha, eu não estou sendo grosso; só que não trabalho com seios. Pelo menos não nesse sentido.
- Esquenta com a Lála não tio. Ela é superprotetora.

Meu Santo Holegário. Minha filha uma superprotetora; logo ela que não arrumava nem a cama direito; logo ela que esvaziou nossa aquário pra limpar e deixou os peixes em cima da mesa...morrendo. E que diabo é isso de "Lála"?

Novamente a cúmplice entra em cena pra aliviar a tensão.

- E ai Marcela? O que você faz?
- Várias coisas tia.
- Por exemplo?!?
- Saio com a galera, acompanho umas séries da Warner, essas coisas.
- E você trabalha?
- Deus me livre....Ai Tiaaaa.

Me passa o sal meu amor. Sal não; passa o cianureto!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Rainbow's Girl

Estava relaxando no meu quarto na companhia de um bom livro quando escuto minha filha de 18 anos conversando com a mãe no quarto ao lado:

 - Mã hoje vou trazer uma pessoa aqui pra jantar e apresentar pra vocês.
- Quem Laurinha?
- O grande amor da minha vida. To namorando sério agora.
- Que bom... fico feliz. Seu pai vai adorar.
- Será?
- Claro.

Já senti aquela pontada no coração, pensando naquele FDP abraçando minha menininha. Putz. Mas fazer o que? A menina cresceu, não quer mais saber de bonecas e essas coisas. Minha esposa passou o tempo todo com cara de quem quer dar uma má noticia, mas não teve coragem. Tipo na vez em que ela bateu com meu carro na traseira de uma BMW. Ela ficou calada até a hora do jantar, evitando ficar sozinha comigo por mais de 30 segundos.

Desfecho:

São 19:00 estamos os 3 na mesa e a campainha toca, e, antes que eu pudesse pensar em me levantar a Laura já saiu correndo em direção a porta. Aquele barulho de chave, porta abrindo, gritinho de adolescente e barulhinho de beijo... Filho da mãe, o desgraçado tinha vindo mesmo... Minha esposa, sempre prudente, retirou do meu alcance uma faca reluzente que descansava sobre a toalha branca.

Passos em nossa direção, salto alto tocando o piso, barulhos de pulseiras e balançar de bolsa:

- Pai, mãe, essa é Marcela; minha namorada.